
Revista O Negro Em Cena

Editorial
"Viajar e sonhar me ajudou a canalizar minha coragem interior. Assim vou construindo e imprimindo nossas memórias ".
Essa revista é pra você
ZÓZIMO BULBUL
A LUZ DO CINEMA NEGRO BRASILEIRO
Primeiro Fórum
O Negro em Cena
AGORA TAMBÉM RESTA UMA FOTO QUE O RETRATISTA DEIXOU
Mulheres negras sobre o olhar, a lente e o foco de Ierê Ferreira.
Por Sylvia Helena de Carvalho Arcuri
Na proxima Edição:
Ensaios especiais do fotógrafo Severino Silva
e Rio Maping Festival.



Apresentação:
O Primeiro Fórum Cultural O Negro em Cena aconteceu em 24 e 25 de março de 2007, na Marina da Gloria, e teve como maior objetivo apresentar o protagonismo negro através das suas artes: música, gastronomia, os Orixás, teatro, cinema , dança, moda, literatura e poesia, além das produções acadêmicas.
O negro em “cena” foi um grande fórum!
O anfitrião de um encontro aberto a todas as cores, que contou com os apoios da Rede Globo, Fundação Palmares, Prefeitura do Rio de Janeiro,Petrobras e Furnas.
Contou também com uma grande equipe de trabalho que fez do evento um marco para a comunidade negra no Rio de Janeiro.
Com a intenção de continuar fazendo circular a energia do projeto "O Negro em Cena", dedico esta fase do meu trabalho na construção desta revista com propósito de imprimir nossas memórias, a fim de informar e preservar nossas histórias e a dos nossos personagens.
Essa REVISTA é pra você!
Apoie este trabalho pelo
PIX: 21-984237151
Editor: Ierê Ferreira
Colaboradoras: Daniele da S. Araújo
Sylvia Arcuri e Iara Brandão Ferreira


Programação:
Exposição fotográfica: O Negro em Cena do Fotografo e produtor Ierê Ferreira.
Exposição: Orixás do Babalaô Roberto D’Otulú : descrição dos 16 principais Orixás do panteão, com vestimentas de gala.
Gastronomia: Degustação de culinária da comunidade quilombola de Machadinha do município de Quissamã /RJ.
Oficinas de dança e percussão: Grupo Kina Mutembua e Grupo Makala.
Seminário 1: Conhecer a África para entender o Brasil com o Embaixador Alberto da Costa e Silva.
Seminário 2: O que é Ação Afirmativa?
Cinema: Filmes "Vista a Minha Pele" e "Filhas do Vento" de Joel Zito Araújo e exibição dos programas "A Cor da Cultura – série Mojubá".
Roda de Samba: Grupo Terno de Cambraia, participações especiais de Ircéia Pagodinho, Renato Milagres, Dorina, Iracema Monteiro Edinho Oliveira, Leandro D'Menor, Efisom e Zé Luiz do Império.
Shows: Grupo de dança Makalá, Banda Farofa Carioca, Banda Afroreggae com participação de Preta Gil e show da cantora Rita Ribeiro.

Os homenageados que receberam o prêmio
O Negro em Cena:
Abdias do Nascimento
Destaca-se pelo engajamento na luta contra o racismo desde a década de 30. Entre suas inúmeras ações, funda o Teatro Experimental do Negro em 1944 Entidade que patrocina a Convenção Nacional do Negro em 45-46. Esta convenção propõe à Assembleia Nacional Constituinte de 1946 a inclusão de políticas públicas para a população afro- descendente e um dispositivo constitucional definindo
a discriminação como crime de lesa-pátria.
Gilberto Gil
Foi o Ministro da Cultura do Governo Lula no período deste projeto. Em 1968, com o LP “Gilberto Gil”, inicia o Tropicalismo. Ele e Caetano Veloso foram as principais figuras. Em 69 foi preso pela ditadura cívico militar e lançou uma de suas músicas mais famosas: “Aquele Abraço”. Partiu para o exílio na Inglaterra, voltando ao Brasil em 1972. Sua carreira internacional lhe rendeu vários prêmios, inclusive um Grammy na categoria Melhor disco de World Music em 1998, pelo álbum "Quanta Ao Vivo".
Dona Ivone Lara
Carioca, cantora e compositora desde os 12 anos de idade. Foi a primeira mulher a compor samba-enredo. Era madrinha da ala dos compositores de sua escola Império Serrano. Desfilava desde 1968 na ala das baianas. Os maiores intérpretes da música brasileira já gravaram sucessos de D. Ivone Lara. Entre eles, Gal Costa, Maria Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Roberto Ribeiro. Apresentou-se em vários países da Europa, América do Norte e do Sul, África e Ásia.
Joel Zito Araújo
Cineasta, roteirista e Doutor em comunicação pela ECA/USP. Realizou 24 documentários e 22 média metragens. Destaca-se o documentário "A Negação do Brasil", do ano 2000, sobre a participação de atores negros na televisão. O filme mostra a contradição que vivemos no Brasil, um país marcadamente multirracial, mas que nas suas produções televisivas e cinematográficas se prende a uma estética do branqueamento. Diz Joel: “Você não pode discutir cidadania se o país não tiver orgulho da sua composição multiética, multirracial acial, multicultural”.
Fotos: Ierê Ferreira e Antônio Terra

O Negro Em Cena
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Foto sobre arte de Helenice Dornelles

Editorial: Último Estadista do Brasil.
É com muito trabalho e dedicação que chegamos na revista de número 13, um número cabalístico e uma feliz coincidência, pois é o mesmo número do candidato à presidência da República que é o último e o maior estadista que já conhecemos em nosso país.
Um nordestino, retirante que virou torneiro mecânico e sindicalista e mesmo com pouco estudo, ganhou em sua primeira diplomação, o título de Presidente da República Federativa do Brasil. Com esse título nas mãos conquistou corações e mentes, mas também um bando de inimigos dos seus projetos, por estes serem a favor da classe mais importante na engrenagem do nosso país, a classe trabalhadora. E foi pensando na classe trabalhadora que o presidente Lula, como é carinhosamente chamado, criou com sua equipe os programas: Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Mais Médicos, Desenrola Brasil, Programa de Aquisição de Alimentos, construiu várias Universidades e Institutos Federais que ajudaram milhares de jovens a encontrar um caminho de ascensão na vida. Ele também conseguiu, por duas vezes, tirar o Brasil do mapa da fome. E para além das fronteiras do Brasil, Lula vem se destacando como uma grande liderança contra as guerras que só trazem destruição, pobreza e infelicidade.
Hoje com 80 anos, Lula disputa sua última eleição presidencial e enfrenta a oposição mais cruel de toda a sua vida política.
Lula recebeu o título de Estadista Global do Fórum Econômico Mundial e mantém agendas de destaque em assembleias internacionais, como a participação na ONU.
Por isso tudo , por esta revista, por você e por nós é Lula 13. Que brilhe junto com ele a nossa estrela.
Texto e fotos: Ierê Ferreira
Foto: Reinaldo Hinge
Nesta edição trazemos também:
A bença, Tia Nanci
Por: Angélica Basthi
Dez anos de Menino 23
Por: Vitor Dassie
África Brasil a 24 quadros
A fotografia de Edinho Alves
19° Encontro de Cinema Negro
Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas
Zózimo Bulbul.
Texto e fotos : Ierê Ferreira
Equipe editorial:
Editor e fotógrafo: Ierê Ferreira
Colunista e revisora: Sylvia Arcuri
Colunista: Iara Brandão Ferreira
Colunista nesta edição: Angélica Basthi e Vitor Dassie
Consultor Editorial: Augusto Lima
Produtora: Daniele da Silva Araújo
Essa revista é para você!








"Era só mais um Silva com a estrela que brilha. Ele é brasileiro, trabalhador e família".

O Negro Em Cena


A bença, Tia Nanci
Por: Angélica Basthi
Prestes a completar 82 anos, Nanci Rosa refaz o caminho que a levou dos bailes do Renascença Clube à militância das mulheres negras.
Antes de qualquer palavra, ela pede a bença aos mais velhos e às mais velhas, como manda a tradição e também aos mais jovens e às mais jovens. “Através da ancestralidade de vocês eu me fortaleço”, explica.
E é por um salão de baile que ela começa a própria história. Nos anos 1970, Nanci frequentou os grandes bailes do Renascença Clube, no Andaraí, Zona Norte do Rio. Ingressar no clube era uma espécie de ascensão social, e ela não titubeia em dizer que foi ali que construiu a sua negritude. Mas notem: só casais podiam frequentá-lo. Ninguém entrava sozinho, de sandálias ou de bermuda.
A regra tinha razões históricas. O Renascença nasceu em 1951, no Méier, criado por famílias negras de classe média que não eram aceitas nos clubes da cidade. A socióloga Sonia Maria Giacomini, autora de A alma da festa (2006), mostra que a primeira geração apostava na respeitabilidade: a família negra exibida como resposta a quem insistia em descrevê-la como desorganizada.
Rosane Romão, Rita Dirr, Lia Vieira,
Vilma Piedade e Nanci Rosa
Fotos do acervo pessoal


“Existiam as famílias nos clubes de branco. Por que o nosso seria diferente?”, pergunta Nanci, que chegou ao Rena em 1970 com o então marido, Araquém. Foi ali, entre concursos de beleza negra e salões de cabelo crespo, que viu despertar “a presença negra da mulher”. “Doía. Nós não tínhamos beleza, a sociedade considerava bonito apenas o cabelo esticado”, recorda.
Abrindo as portas
Filha de Dona Vivi, que repetia “tem que estudar para ser gente”, Nanci cresceu em casa de cômodo, a mais velha de três irmãos. A consciência de ser mulher negra veio por volta dos 30 anos, e não de uma vez. Ao acúmulo das noites no Rena somou-se um encontro no Hospital Central do Exército, onde trabalhava: Iraci Braga Reis, mulher negra chamada para chefiar a enfermagem numa instituição comandada por coronéis. “Eu vi a potência dessa mulher e enxerguei um caminho para mim também.” Nanci se formou em Administração e, anos depois, em Direito.
A virada para a militância tem data: 2001. A Conferência Mundial contra o Racismo, em Durban, sacudiu o movimento negro, e Nanci, que acompanhou à distância, entrou para a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos. No mesmo ano, o Renascença completava meio século com o salão mais vazio. Foi quando ela decidiu, nas palavras dela, cair de cabeça.
Sou um parágrafo. Clique aqui para adicionar e editar seu próprio texto. É fácil.


Em 2007, voltou ao clube como diretora cultural. Depois, foi vice-presidente e, em 2013, tornou-se sócia benemérita. Sob sua coordenação, o Rena virou plataforma de formação, com projetos como o RenaCine, que segue até hoje. Quando a Rede de Mulheres Negras precisou de um lugar para se organizar, encontrou as portas abertas. “Tia Nanci tá lá”, resume ela. Em toda fala, cita as mulheres através das quais caminha, como Sebastiana Arruda, Néia Daniel e Vanda Ferreira. “Elas são a memória.”
Respeitar o ontem
Hoje, Nanci lamenta mais do que celebra. Incomoda-a quem age como se tivesse inventado a roda e ignora quem abriu o caminho. A preocupação maior é com a juventude negra: “Até quando a polícia só mata os nossos?”. A resposta em que aposta é a mesma da mãe: a educação.
Por isso insiste na bença, mesmo quando os jovens respondem com um “oi”. “Olha o axé positivo que está indo pra você”, ensina. Respeitar o ontem, aprender e passar adiante. A bença, Tia Nanci.
Claudia Martins, Mestre Manoel Dionísio e Nanci Rosa
fotos do acervo pessoal



O Negro Em Cena
O Negro Em Cena
Dez anos de Menino 23
Por: Vitor Dassie
Há dez anos foi lançado um documentário que colocou em evidência um aspecto até então muito pouco falado da vida social e política brasileira. Dirigido por Belisário Franca, Menino 23 trouxe à discussão antigos projetos, desejos e ações que, com a derrota dos países do Eixo, viraram tabus aparentemente condenados a ficar no esquecimento, apesar de nunca terem sido esquecidos na esfera acadêmica. No entanto, a ideia de supremacia de uma autonomeada raça superior voltou à tona, conduzindo uma grande mobilização social. E voltou de forma escancarada desde alguns anos. Promovido por grupos conservadores em escala mundial, tal fenômeno mostrou que o conteúdo daquilo que parecia relegado ao esquecimento, na verdade era brasa dormida esperando para incendiar. O que tornou evidente a atualidade de muitos destes projetos e especialmente do sentimento racista que os alimentava e segue alimentando.
O ano era 2016, crise e tensão política marcaram o período do início ao fim. A presidenta Dilma sofrera impeachment em um golpe de estado perpetrado pelo congresso no auge da Lava Jato, maior crise de lawfare conhecida; o vírus da Zika se espalha e o atentado à boate gay de Orlando deu os primeiros sinais da ascensão da extrema direita, seguidos de marcha nazista na Suécia e do pavoroso caso do estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro; além do Brexit mostrando a força manipuladora das redes sociais.
Tijolo com bandeira do Brasil e suástica
Sr. Aloísio Menino 23
Seu Argemiro e Menino 2
Fotos divulgação




Foi ano também de Olimpíadas, de crescimento das fakenews, de eleições municipais no Brasil e finalmente da primeira ascensão de Donald Trump. E o ano ainda terminaria com guerra na Síria e a queda do avião da Chapecoense.
Em meio a esse caos, Menino 23 veio nos lembrar que aqueles fatos não são novidade, que são parte do projeto fundador do Brasil e que seguem vigentes até hoje.
Tudo começa quando um fazendeiro de Campina do Monte Alegre, no estado de São Paulo, trabalhando em sua propriedade, encontra antigos tijolos com uma inscrição muito peculiar. Todos eles trazem um losango encrustado em suas laterais retangulares com a suástica nazista em seu interior. Tatão leva seu achado ao historiador Sidney Aguilar Filho que passa a investigar a descoberta. Um antigo funcionário reporta a transferência de meninos negros do Orfanato Romão de Mattos Duarte, no Rio de Janeiro, para a antiga propriedade. A coincidência da profusão de suásticas ocultas com a informação sobre a transferência dos meninos desperta a atenção do professor e o leva a investigar quem foram os antigos proprietários da estância e chegar à família Rocha Miranda.
Quem seriam os Rocha Miranda e em que tipo de atividades estiveram envolvidos na Era Vargas e antes dela? Imagino que o sobrenome cause curiosidade aos moradores de Campina do Monte Alegre, mas também aos moradores dos subúrbios cariocas, especialmente do bairro que recebeu o nome da família. Mas vou deixar a tarefa de esmiuçar quem foram eles ao documentário que espero que todos assistam. Me chama a atenção o reincidente desejo de retorno ao passado que o episódio representa.
É inevitável imaginar, ao longo do filme, que tipo de atrocidades um grupo nazista planejava perpetrar contra aqueles meninos indefesos em uma espécie de campo de concentração brasileiro. O sequestro daquelas crianças poderia ter como fim algum tipo de laboratório em que se pretendia comprovar teorias eugenistas? Seria um campo de concentração destinado a eliminar as raças tidas como inferiores ou outros grupos indesejáveis e inconvenientes aos projetos de nação das elites? A grande revelação que o documentário promove é fazer perceber que não existia nenhuma outra pretensão por parte daquelas pessoas além de restaurar, em pleno século XX, o regime escravocrata do qual eram herdeiros. Do grupo de 50 meninos órfãos conduzidos ao trabalho forçado na propriedade, dois foram localizados e puderam dar seus depoimentos. O Sr. Argemiro dos Santos e o Sr. Aluísio Silva, o Menino 23. Além de mencionar o falecido Menino 2, forçado ao trabalho doméstico.
De que forma a tentativa dos descendentes dos Rocha Miranda de reestabelecer um regime escravocrata, ainda que de forma discreta, se conecta com presente? Uma criança nascida em 1888 tinha 42 anos em 1930. Na Era Vargas ainda existiam muitos resquícios do sistema escravista, quando as populações negras deixaram o status de escravizados, passaram a representar o grande inconveniente para o projeto de nação destas elites. Primeiro na forma de prejuízo financeiro por representarem uma grande perda material para os grandes fazendeiros da época. Depois como uma grande massa de gente para a qual esta mesma elite nunca teve outro projeto além da marginalização, gerando um grande e contraditório entrave para seus próprios projetos de progresso. Eliminar um contingente tão grande de pessoas, à moda dos nazistas, é um projeto inviável até para os piores cenários de pós-Segunda Guerra. Resta às nossas elites, ontem e hoje, sonhar saudosamente com a restauração dos bons tempos da escravidão enquanto sustenta seu eterno projeto de marginalização de uma massa cada vez maior de indesejáveis.

O Negro Em Cena
África Brasil a 24 quadros
A fotografia de Edinho Alves
Fotografar é um ato de amor é a capacidade de eternizar aquele momento único que te mobiliza, afeta, emociona e também te fortalece.
A imagem captada pelo olhar humano nos faz conscientes do lugar onde estamos, do mundo que nos cerca, da dor que causamos, dos dramas que superamos, das alegrias que nos permitimos celebrar...
A fotografia de Edinho Alves é um ato de amor. Dos mais genuínos. Capta a potência humana onde ninguém ousou antes enxergar: pretos e pretas de países africanos, embebidos de amor, alegria, beleza, confiança, brilhantismo, vigor, coragem e autoestima. Senegal, Nigéria, Mali eternizados no ano de 1988.
Do Brasil, este país co-irmão, vislumbramos pretos e pretas no eixo Rio-Salvador, representando este território negro, afro, nosso. A beleza emerge da potência do humano, dos corpos em simetria, dos elos construídos, das experiências verdadeiras vividas em comunidade... São registros de parte da história do movimento negro brasileiro, captados no cotidiano e singularizados na essência de cada momento.
O olhar de perto, Menina Zairense e Renato Pachoal



África Brasil a 24 quadros é a terceira exposição individual deste brilhante técnico de cinema, cuja carreira completou 40 anos em julho de 2018. O namoro com a fotografia vem desde 1978, mas a primeira exposição só chegou aos olhos do público em 1992, época em que lançou a 1ª Agenda Afro-brasileira, um marco na história do movimento negro deste país.


Menina e menino da Ilha de Goré,
cumplices. Zozimo, Elisa Lucinda e Zilmar Basilio
O Negro Em Cena



Edinho Alves
Foto: Ierê Ferreira
Nelson Mandela e Leonel Brizol
Darcy Ribeiro e Marcia Moreira
Vai Nascer Ebla Mahin
África Brasil a 24 quadros traz outra vez a público o olhar atento deste fotógrafo, embebido de amor por sua arte e por seu povo.
Para Edinho, fotografar é como se fosse fazer um filme...
O filme destes momentos únicos na vida...
...a 24 quadros.





Luta Senegalesa, Sorriso Nigerian
Yousou N`Dour
Familia Griot
*Angélica Basthi é jornalista, escritora, mestre em comunicação e cultura pela UFRJ e amiga de Edinho Alves há mais de 20 anos.
O Negro Em Cena


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O Negro Em Cena
19° Encontro de Cinema Negro
Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas Zózimo Bulbul.
Texto e fotos: Ierê Ferreira
Este ano foi especial para o cinema negro aqui no Rio de Janeiro, pois tivemos dois encontro no mesmo ano, um de 09 a 17 de abril e o segundo encontro dentro da programação oficial da Semana de Arte do Rio, que aconteceu de 21 a 25 de setembro. Este último trouxe uma programação cheia de filmes que ao longo desses quase vinte anos de realização do encontro fizeram a gente cantar, sorrir e chorar de emoção como: Otelo o Grande do cineasta Lucas Rossi, O Papel e o Mar de Luiz Antônio Pilar, Kabela de Yasmin Thayná.

Mas também tivemos muitas novidades, a começar pelo evento de abertura no salão Assírios do Teatro Municipal que contou com a participação das deputadas Dani Balbi e Jandira Feghali e do secretário municipal de cultura Lucas Wosgrau Padilha. Também tivemos um mini concerto de piano e voz dos músicos Tenor - Geílson Santos e a
Pianista - Sulamita Lage.
Seguido de um cortejo do Teatro Municipal até o Cine Odeon, a meca do cinema Carioca e onde a cineasta Sabrina Fidalgo fez a estreia do seu primeiro longa metragem "O Projeto" (2026), co dirigido com o fotógrafo suíço Yvan Rodic




Ainda dentro da programação, que foi dividida entre o Cine Odeon e o Centro Cultural da Justiça Federal, além de filmes diversos, tivemos debates importantes e os lançamentos de dos livros “Cinema de Favela e Racismo e Antirracismo no Cinema e Na Fotografia dos séculos 20 e 21.
Agora já estamos dando a largada para a comemoração do 20° Encontro em 2027, onde vamos celebrar muito o nome Zózimo Bulbul este farol de milha do cinema negro que tem mostrado ao mundo a importância das produções cinematográficas Afro diaspóricas.
Zózimo Bulbul PRESENTE.







O Negro Em Cena






















































































